orquídea-chanel
  • Nome popular orquídea-chanel
  • Outros nomes Maxillaria marginata
  • Categoria orquídeas
  • Ordem Asparagales
  • Família Orchidaceae
  • Subfamília Epidendroideae
  • Tribo Cymbidieae
  • Subtribo Maxillariinae
  • Gênero Maxillaria
  • Espécie Brasiliorchis marginata
  • Origem Brasil
  • Tamanho 20 cm (flores de 4 cm)
  • Propagação por estaca e por semente
  • Iluminação
    meia sombra
    sombra
  • Rega média água
  • Plantio
    outono
  • Perfumada não
  • Floração
    verão
  • Frutos não comestíveis

Se Coco Chanel gostasse de plantas tanto quanto de moda, teria uma Brasiliorchis marginata em seu ateliê. De fato, essa orquídea brasileira foi feita por alguma maison da alta costura celeste. Basta ver um vaso florido para se ter a certeza de estar frente a um figurino de luxo.

Do alto de longas e elegantes hastes surge uma flor solitária de uns 3 cm, cor de creme – ou alguma variação de branco que só uma mulher é capaz de diferenciar, como "areia", "pérola", "off white". Arrematando cada borda das pétalas, há uma linha vinho tão escura que parece negra. Esse acabamento fica maior e mais destacado na pétala central, o labelo, onde ganha uma textura de veludo. Sob o fundo verde escuro proporcionado pela folhagem, as duas cores, creme e vinho, se contrapõem num conjunto bicolor simples e delicado, bem a gosto da famosa estilista francesa.

A descoberta da orquídea-chanel


O segredo desse desfile todo passou centenas de anos escondido aqui no Brasil, nas áreas mais úmidas e sombreadas da Serra do Mar. Nos primeiros anos de 1900, quando Chanel mal tinha idade para segurar uma tesoura de modista, a Brasiliorchis marginata era tão comum no Sudeste do país que bastava uma caminhada de uns dez minutos em torno qualquer riachinho para dar de cara com uma delas. Touceiras carregadas dessas flores bordavam as árvores em torno dos rios Tietê e Pinheiros – hoje tão poluídos que até flores de plástico se desintegrariam em suas margens.


As condições para o cultivo e plantio da orquídea-chanel


Conhecendo seu habitat natural, não estranha, portanto, seu gosto por lugares muito úmidos, especialmente aqueles em que a neblina surge nas primeiras horas do dia, enchendo a planta de gotinhas de água. Portanto, ao levar uma orquídea-chanel para casa, é preciso lembrar suas origens nobres e proporcionar um ambiente úmido e sombreado, onde a luz natural chegue, mas o sol forte, não.

Em vaso de barro, ela vai bem com esfagno e casca de pinus, mistura que ajuda a reter água sem encharcar as raízes. Se quiser um cultivo ainda mais próximo do natural, amarre-a a uma árvore colocando um pouco de esfagno na base e envolvendo a "trouxinha" com uma meia-calça de seda. Ou você pensou que uma planta tão alta costura iria se contentar com um retalho de algodão qualquer?

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