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orquídea-bambu
  • Nome popularorquídea-bambu
  • Outros nomesArundina graminifolia, Arundina speciosa, Bletia graminifolia
  • Categoriaorquídeas
  • OrdemAsparagales
  • FamíliaOrchidaceae
  • SubfamíliaEpidendroideae
  • TriboArethuseae
  • SubtriboArethusinae
  • GêneroArundina
  • EspécieArundina bambusifolia
  • OrigemChina, Malásia, Indonésia, Himalaia e Sri Lanka
  • Tamanho2,5 metros (flores de 9 cm)
  • Propagaçãopor divisão de touceira
  • Iluminação
    sol pleno
  • Regamédia água
  • Plantio
    o ano todo
  • Perfumadasim
  • Floração
    o ano todo
  • Frutosnão comestíveis
Pergunte a seus avós se, quando jovens, eles conheciam uma orquídea que pode ser plantada na terra, aguenta sol forte e chega a 2,5 metros de altura e o olhar espantado deles será sua resposta. Como acontece na moda e na beleza – até mesmo com carros e cachorros! –, as plantas também passam por modismos. Enquanto violetas e begônias foram algumas das espécies mais comuns nos jardins de nossos avós, hoje, quem tem um quintal onde bata bastante sol quer uma orquídea-bambu para chamar de sua.

Planta típica do sudoeste asiático, onde antes florescia literalmente que nem mato, a Arundina bambusifolia faz parte de um gênero bem pequeno, com apenas outras sete espécies, todas terrestres e de clima quente. A orquídea-bambu é a mais popular entre as irmãs – em muitas ilhas havaianas, aliás, ela se tornou tão comum quanto as flores nativas.

Tanto o nome popular quanto o científico referem-se ao jeitão dos pseudobulbos da planta, longos e com folhas finas, que, de fato, lembram bambu. Sua floração colorida e perfumada atrai abelhas, besouros e borboletas. Com cerca de 9 cm, as flores duram apenas uns três dias, mas nascem quase o ano todo, sempre na ponta dos galhos.

Como acontece com suas primas terrestres, caso da orquídea-grapete (Spathoglottis unguiculata) ou da orquídea-buquê-de-noiva (Neobenthamia gracilis), a orquídea-bambu pode ser cultivada em uma mistura de terra, areia e húmus de minhoca (ou composto orgânico). Se quiser plantar a sua em vaso de barro, substitua a areia por substrato misto, para diminuir o calor nas raízes.

Essa espécie vai bem no sol forte desde que seja mantida sempre úmida – nos dias mais quentes de verão ou em locais onde venta muito, você pode molhá-la diariamente, diminuindo as regas para dias alternados se o tempo estiver mais fresco. No inverno, ela precisa ser protegida de geadas; se isso acontece com frequência em sua cidade, mantenha o vaso dentro de casa nessa época do ano.

Quando a planta está saudável, costuma soltar muitas brotações (chamadas keikis) no meio ou na ponta dos ramos. Espere que os keikis tenham umas duas ou três raízes de uns 5 cm pelo menos e destaque-os da planta-mãe, plantando as mudas em vasos com um pouco de esfagno em volta das raízes. Esses brotos devem ser mantidos a meia sombra, borrifados semanalmente com NPK 10-52-10 diluído em água (1 colher de café para 1 litro de água). Essa formulação de adubo estimula o enraizamento e a produção de novas folhas. Quando as mudas tiverem “pego”, podem ser transplantadas para terra e areia com bastante composto orgânico.

Ao usar orquídea-bambu no paisagismo, atente para que nada faça sombra na planta – seja um muro, uma árvore maior ou mesmo a marquise de um prédio vizinho. Quando isso acontece, ela alonga os ramos e vai se curvando em busca do sol, tornando o conjunto feio e desengonçado. Isso também afeta a produção de flores e deixa a orquídea mais “rala”. Vamos combinar que se a gente quer um jardim no auge da moda, planta bonita e saudável faz toda a diferença.