Tu te tornas responsável por aquilo que cultivas.
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rosa
  • Nome popularrosa
  • Outros nomesrosa, roseira, roseira-grandiflora, rosa-arbustiva, rosa-miniatura, mini-rosa, roseira-miniatura, rosa-silvestre, roseira-trepadeira, roseira-rugosa
  • Categoriaflores
  • OrdemRosales
  • FamíliaRosaceae
  • SubfamíliaRosoideae
  • Tribo
  • Subtribo
  • GêneroRosa
  • EspécieRosa sp.
  • OrigemÁsia
  • Tamanhode 30 cm a 2 m
  • Propagaçãopor estaca, por muda e por semente
  • Iluminação
    sol pleno
  • Regapouca água
  • Plantio
    o ano todo
  • Perfumadasim
  • Floração
    o ano todo
  • Frutosnão comestíveis
A rosa nem precisa de justificativa para ocupar o posto de rainha das flores. Nenhuma outra planta lidera essa lista com tantas qualidades, que vão da diversidade de cores, tamanho e perfume à inspirações em todas as artes, da poesia à pintura, em qualquer cultura, ocidental ou oriental. Para se ter uma ideia do fascínio que essas flores exercem sobre nós, os chineses já cultivavam roseiras desde 2650 a.C.

Os persas levaram mudas para a Europa e, de lá, as rosas conquistaram os romanos, que as usavam como alimento, enfeitando carnes e saladas. De Cleópatra a Afrodite, centenas de personalidades ajudaram a propagar o encanto dessas flores – o rosário, aliás, tem esse nome porque Nossa Senhora teria envolto São Domingos em um colar de rosas celestiais quando ele se viu provocado pelo demônio.

Com tantos predicados, é de se esperar que não exista apenas um tipo de rosa, mas pelo menos cinco grandes grupos: as roseiras bravas, as arbustivas, as trepadeiras, as de canteiro e as chamadas rosas-rugosas. Ao escolher uma espécie ou híbrido para plantar, leve em consideração onde você pretende cultivá-la, quanto tempo poderá dedicar (algumas exigem mais podas do que outras), quantas florações espera por ano e que cor harmoniza melhor com o ambiente em volta. Conheça as características de cada tipo abaixo (veja algumas fotos nesta galeria).

Rosas bravas: Antepassada de todas as outras espécies, se desenvolveu livremente na natureza, situando-se desde as zonas climáticas temperadas até as subtropicais do hemisfério norte. As roseiras bravas legítimas estão adaptadas aos rigor do inverno e também às condições do solo ― já os cruzamentos entre elas feitos pelo homem precisam de cuidados especiais. Quase todas florescem uma vez por ano e, no outono, apresentam bonitos frutos. Nos jardins, podem tanto se transformar em trepadeiras quanto em arbustos, espalhando-se por cercas e treliças. Bem diferentes da rosa que você compra num arranjo na floricultura, as flores da roseira brava têm apenas cinco pétalas.

Rosas arbustivas: Com tamanho semelhante ao das bravas, chegam a ultrapassar 2 metros de altura e podem ter floração o ano todo. Aqui estão incluídos os tipos modernos, as roseiras antigas e as inglesas. Nos jardins, desenvolvem-se isoladamente ou em pequenos grupos. Plantadas em cercas, oferecem abrigo aos animais.

Rosas trepadeiras: Distinguem-se pelas flores e forma de crescimento:
- Climber: de crescimento ereto, possui ramos rígidos e trepa sem apoio a uma altura máxima de 6 metros. A floração em cachos, muitas vezes com grandes botões, ocorre ao longo de todo o verão.
- Rambler: tem ramos finos e flexíveis, rastejantes ou suspensos, precisando de apoio para poder trepar. As flores, em cachos, são pequenas e desabrocham apenas uma vez por ano. Nos jardins, trepam por paredes e pérgolas. Seu formato natural deriva das roseiras bravas.

Rosas de canteiro: Ostentam grandes flores e costumam desabrochar com frequência. As roseiras chamadas “de chá” possuem haste longa e ereta, com flores de pétalas simples ou dobradas. Nos jardins, causam um efeito bacana em pequenos grupos. Já as roseiras Poliantas têm muitas flores na mesma haste, agrupadas em roseta. São indicadas para grandes áreas, embora impressionem mais em pequenos grupos. Combinam com arbustos e flores de verão. Outro grupo é formado pelas roseiras Floribundas: resultado do cruzamento das roseiras híbridas de chá e das Poliantas, produzem flores em cachos de diferentes tamanhos. Nos jardins, combinam com arbustos coloridos. Por fim, há o grupo das roseiras miniaturas, com cerca de 30 cm de altura e floração contínua, que crescem como pequeninos arbustos. Nos jardins, precisam de um lugar que possam dominar e onde bata bastante sol.

Rosas rugosas: Variam no crescimento, desde as totalmente rastejantes, de forte ou fraco desenvolvimento, passando pelas arqueadas até as eretas, com 2 metros. Podem desabrochar em cachos, uma única vez ou de forma contínua. As rugosas cobrem o chão, mantendo-o longe de ervas daninhas. Resistentes, se dão bem em caramanchões.

Dicas gerais: Ao plantar sua roseira, prepare a cova 15 dias antes, cavando uma área de mais ou menos 30 cm ou larga o bastante para receber o torrão de raízes da muda. Coloque no fundo do buraco uma colher de sopa de calcário dolomítico (encontrado em floriculturas ou gardens centers, saiba mais aqui). Passada a quinzena, prepare a mistura com 2 col. (sopa) de farinha de osso, 2 col. (sopa) de composto orgânico e 1 col. (sopa) de NPK 10-10-10. Adicione esse preparo à terra vegetal, mexa bem e use esse substrato no plantio. Roseiras de caule ereto necessitam de estaca e as de trepar devem ser colocadas inclinadas, a 20 centímetros da parede ou do suporte em que vão se apoiar.

Roseiras não gostam de água em excesso e pegam muitas doenças quando as raízes são mantidas úmidas. Curiosamente, a melhor forma de evitar isso é fazendo a rega perto do meio-dia, uma prática que não vale para a maioria das flores, mas que permite às raízes aproveitarem a água num curto espaço de tempo e passarem o resto do dia secas. Isso também evita o surgimento das três doenças fúngicas mais comuns em roseirais, míldio, oídio e ferrugem.

Quanto às podas, a maior dúvida diz respeito à época do ano em que se faz isso (entenda aqui por que tanta gente poda apenas nos dias 23 ou 24 de junho). Há dois tipos de corte de roseiras, um de manutenção, para eliminar galhos secos, doentes e mal formados, que pode ser feita em qualquer época do ano. Entenda melhor como ela funciona aqui.

A outra poda é chamada de anual e serve para renovar a folhagem e produzir mais flores – essa deve ser realizada entre os meses de junho e julho, em cidades de clima quente ou ameno, e no final do inverno, nas regiões serranas e com ocorrências frequentes de geadas. Para a poda anual, conte cinco “nós” (a cicatriz no caule de onde surgem as folhas) a partir do chão e corte tudo o que estiver acima disso. Dá pena, mas a planta fica linda em poucos meses. Também retire as rosas murchas com três pares de folhas – as flores secas atraem pragas e desperdiçam a energia da planta.

A reprodução costuma ser feita por estaquia, retirando-se um galho de 20 cm a 30 cm bem formado, sem flores e com três pares de folhas. Corte a ponta na diagonal e espete a estaca na mesma mistura usada para o plantio, excluindo apenas o calcário. Mantenha a estaca em local com muita claridade, mas sem sol direto e regue com um pouco mais de frequência, para manter a terra ligeiramente mais úmida do que se a muda já estivesse formada. Em algumas semanas a planta terá produzido novos brotos indicando que já tem raízes novas. Espere mais algumas semanas e faça o plantio em local definitivo.

Caso pretenda cultivar rosas para comer (todas são comestíveis, mas as perfumadas são mais saborosas), cuide para que todo o cultivo seja orgânico, sem uso de produtos tóxicos. Há uma porção de receitas caseiras que podem ajuda-lo a fugir de inseticidas, fungicidas e bactericidas, por isso, passe longe também das rosas de floriculturas, que não são produzidas para consumo humano, apenas para decoração.

Rosas rendem sucos, xaropes e águas aromatizadas usados em muitas culinárias tradicionais, como a indiana e chinesa, por exemplo. As pétalas costumam ser adocicadas e podem ser transformadas em cremes e geleias, enquanto os botões ainda fechados chegaram a fornecer vitamina C para crianças europeias durante a Segunda Guerra Mundial.