Tu te tornas responsável por aquilo que cultivas.
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maria-sem-vergonha
  • Nome popularmaria-sem-vergonha
  • Outros nomesbeijo, sultana, beijo-turco, beijo-de-frade
  • Categoriaforrações
  • OrdemEricales
  • FamíliaBalsaminaceae
  • Subfamília
  • Tribo
  • Subtribo
  • GêneroImpatiens
  • EspécieImpatiens walleriana
  • OrigemÁfrica
  • Tamanhode 30 a 60 cm
  • Propagaçãopor divisão de touceira
  • Iluminação
    meia sombra
    sol pleno
  • Regamédia água
  • Plantio
    outono
  • Perfumadanão
  • Floração
    o ano todo
  • Frutosnão comestíveis
Tudo nessa Maria é desavergonhado. A maneira como cresce, tão rápido que lhe rendeu o nome científico Impatiens, “impaciente, incapaz de esperar”. A forma como suas cápsulas arrebentam ao menor contato: basta um raspão para que arremessem longe as sementes, daí seu outro nome popular, “beijo”. O jeito “dado” como se reproduz, bastando um galhinho e alguma umidade para logo criar raízes. E, claro, sua capacidade sacana de pular cerca, de extrapolar muros e jardins para ir se aninhar debaixo de árvores nativas, na mata fechada, espalhando-se tão depressa quanto tiririca, comportamento de uma sem-vergonhice tal que lhe rendeu um rótulo, esse, sim, vexatório: invasora.

É que de moça comportada num vaso dentro de casa, a maria-sem-vergonha logo sai do controle e invade reservas florestais e áreas de proteção de mananciais, fazendo sombra às mudas de espécies nativas, que não conseguem se desenvolver embaixo das Marias. Por isso, em várias cidades brasileiras, o cultivo dessa graciosa flor africana está regulamentado, quando não proibido.

Sua popularidade é facilmente compreensível: ela pega em qualquer pedaço de terra, mesmo nos solos mais pobres em nutrientes. Existe em uma grande variedade de cores, com flores brancas, rosas, roxas, laranjas, vermelhas e bicolores, de pétalas simples ou dobradas, que florescem o ano todo. É barata, fácil de ser encontrada e vai bem até em ambientes sombreados, colorindo áreas internas em casas e escritórios. Por ter caules e folhas carnudos, capazes de armazenar água, aguenta passar alguns dias sem água, mas o ideal é regá-la mantendo a terra sempre úmida.

A maria-sem-vergonha é uma boa opção de flor para canteiros embaixo de árvores, onde a grama não cresce direito. Deve ser cultivada em duas partes de terra e uma de matéria orgânica (use composto ou húmus de minhoca). Evite molhar as flores para não manchá-las nem diminuir sua durabilidade. Lançada no Brasil em 2012, a variedade de folhas bicolores pode passar mais tempo no sol do que as de folhas verde escuras, mas, no geral, essa espécie prefere sombra ou meia sombra, com muita luz natural, mas sem a incidência direta de raios de sol.

Com o tempo, a maria-sem-vergonha vai ficando com flores e galhos fracos. Quando notar esse comportamento, pode as pontas dos ramos – se quiser, tire mudas, mergulhando a parte cortada num copo com água até enraizar. Não é recomendada para cidades no Sul do Brasil por não suportar frio e geada: mesmo nas regiões mais quentes do país, mudanças bruscas de temperatura podem causar queda de folhas e botões. Se os caules ficarem pretos e moles, diminua as regas. E fiscalize as folhas regularmente, uma vez que o ar seco pode favorecer o surgimento de pragas, como ácaros e mosca-branca. Adube a cada quinze dias durante a primavera e o verão, usando um fertilizante líquido misturado à água da rega (um NPK 10-10-10, por exemplo). E fique de olhos bem abertos para que sua moça se mantenha comportada no seu vaso ou canteiro e não vá se engraçar em jardim alheio.